sem inspiração.



sem estro não há verso que o coração palpite
e reinvento frases, básicas, mau escritas
e rabisco, rabisco palavras no papel perdidas
a zanzar até o verso, do verso meu limite.

revoltado estou no meu zero poemar agora
que de nada me presta o belo buscar
nem de improviso, por isso não me espere aurora
se nem o feio do feio quebra o lacre deste idear.

até quando fugirás se já foges em segundos
em íntimas contendas vãs, tais dois mundos
velhos, lutando, em desrespeito às minhas cãs.

e se já não me tens mas roubas meu pensar,
e se não tenho a ti para hoje lapidar, amiga,
não me desdiga nunca onde te encontrar.

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