a frivolidade da procura





também recorro à frieza tua
em dias que não me acho
deixo os prazeres da rua
passo a a passo porque passo.

será o iludir que não minto
viés da vã alquimia
que fez inodoro o absinto
e insípido o que eu sentia?

passo a passo; por que passo
a reinventar a união
de corpos atados que se vão?

se não revelo e tu não sabes
que o cúmulo d'alma carente
é o afã vazio dum corpo quente.



(2009)



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Companheiros de Estrada & Amigos