terça-feira, 2 de junho de 2009

ACRÓSTICOS



AMOR

A vida é dócil proclamo
Mesmo que mãos violem o Éden
Ontem plantei um ramo
Refiz o tempo dos que precedem

***

AMAR

Amar é fuga do xilindró
Mas amor sem talento
Anseia o vil sentimento
Rasteja  numa perna só


***

SAUDADE DELA

Sinto meu amor ocioso
Até 'ao vivo' ditoso te falar
Um dia te darei o sempre
Desvelado tão invulgar
Ainda que não me lembre
De saudoso te procurar
E meu melhor te entregar.

Desdenhe da vida anterior
Esmoreça o teu coração
Leia meus poemas de amor
Antes que virem ficção.
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(1990)
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