quarta-feira, 10 de junho de 2009

TODO AMOR QUE NÃO EXPLICO






O amor é o sangue fervente,
Mas o 'amor sublime'
Só se acha
No desamor infindo
De soledade carente.


Amor
É olhar que se namora
Antes do toque de luz
Que no peito acende.


Amor,
O que é o amor,
Senão a espera do corpo ausente
Semeado no ventre?


Por que falar de amor,
Se efêmero é um
Num só sentimento?
... Se nem divido todo o meu
A todos
A cada situação
Seus fragmentos?


Amor.
Amor é pra se esquecer.
Fazer da ira, entendimento...
Então, ele vira paz.

É, o amor se desdobra
E verbo amar tem suas variantes...


Mas, o que quero
É entender o amor,
Não o subjetivo
Nem o explicativo,
Quero sua essência
Sem pensar no limite de cada um.


O que quero
Não tem explicação.
Sou rude, sou inábil;
Mas o bebê bastardo
Que é de minha amada
Junto com nosso filho
Os seios dela suga
E sinto os dois
De meu sêmen
Sementes de mim
Sem mais nem por quê




***