quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A luz do céu de Aparecida



A luz brilhante do céu, do céu de Aparecida
Outro lado da vida que há de haver
Um velho que hora, fecha os olhos e chora
Pelo inferno terreno... as ambições gostosas
Lindo buquê de rosas: túmulos do viver.


A luz que chama o humilde sempre ser
Humilde sem a força cega do poder
Silenciosa, que contamina o querer ser homem
Sem distinção, mas apenas sê-lo na miséria
Sendo rico por ser normal e buscar salvação.


A luz brilhante do céu, do céu de Aparecida
Outro lado da vida que há de haver
O renascer sem a efêmera ferida, a alegria
De todo dia olharmos nas alturas luzes fogosas
Lindo buquê de rosas que cegos podemos ver.


A luz que chama só a vê quem crê
Que é possível melhorar a passagem...
E só o velho, o velho dessa lúdica miragem
Fez a nuvem negra encobrir a estrela aparecida
Fez chover suas lágrimas nos pecados da vida.


A luz brilhante do céu, do céu de Aparecida
Raiou de fé no coração de quem chora
A eternal glória do único Redentor,
Sedento, misericórdia meu peito clama agora
A fonte viva, pra amar-Lo com todo amor.

(1988)