quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Poeminha que meu filho fez pra mim.



Pai, pô!
Cê parece gigolô...
Usufrui das palavras
com tanto jeito
e, quando as descarta
no papel vazando do peito, falô
fica com essa cara de chororô!

Pai, pô!!
Tá ligado?!
Se  liga no meu recado
tenho ponderado
não dá uma de gato alongado,
faça das palavras amantes
sorria
pois elas o têm usado
em nada tens lucrado,
elas é que  te enganam
no livro inacabado.

Olhei meio de soslaio.
Pensando no "Poeminha que meu filho fez pra mim",
conclui: "este garoto vai longe metaforando assim".




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