quinta-feira, 6 de março de 2014

Ventos uivantes.






Se despido da covardia
Fugidia do negror mortal
E mil seres espectrais
Mostrarem-me a escada infernal
E a meu encalço
A mão do passado
Também empurrar-me
À cova profunda,
Vou sobreviver.

Ora, direis
Com o desdém d'alma fria
Que a auto-escravidão me dei,
E replicarás:
Cale-se!
Sou a voz dos ventos uivantes!

Eu vos direi:
Dê-me uma tempestade de granizo
E um buraco abissal
Pois meu paraíso jamais encontrarás



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