cada um sabe onde o sapato aperta



pirilampo sem lume
faca sem gume
cidade escura
pisca-pisca
olho que não vê
pisa no estrume

casa sem prumo
barco furado
cai
afunda
tombo de bunda
projetado

boca sem dente
deseja sopa quente
carne dura
pede dentadura
carne mole
desce fácil
a garganta engole


cobertor curto
questão irresolvida

de fogo mais um gole
tição na madeira
pede um fole


cada um na sua
em  casa
na rua
LUTEMOS
pra que o viver
não nos esfole

no mais
com todos os plurais
que ninguém me amole




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Companheiros de Estrada & Amigos