domingo, 13 de abril de 2014

esporádicas













o aceno.

teu corpo foge-me na curva
num segundo teu adeus
em minha retina
do sonho me despertou,
já sem forças pra alcançá-la
na estrada
da saudade que ficou

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um adeus retornador


vou- me embora deste lugar
de solidão e gente à toa

dou de ombros se o sino toa
acordado desperto
e nem sei ao certo
se sou a estátua alada
o pássaro que revoa
no cubículo existencial
barrando minha pessoa


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a um passo do paraíso


à frente de meus olhos
há meu ocaso e o Sol
atrás
o oco do negror

sou alguém sem rosto

há um vácuo indizível
sem dia e sem noite

uma infinda mancha
como negativo duma foto

tateada dentro de mim
onde meu corpo levita

sinto sua solidez
revelar
que não foi dessa vez
que fechei os olhos pra sempre

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      OXIGÊNIO VITAL


Oh!
minh'alma sofrida
esquinas por que passei
de ti, VIDA, não desisto
até aqui insisto
resisto a dor mais doída
já de ti preciso
já de ti precisei

das cinzas antigas
faço visão colorida
novo sopro de vida
neste intervalo
assim falo
o futuro não meço
assim renasço
assim recomeço


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