S.O.S. MÃE









Mãos abertas à face passando
Qual minha auto-história
De caídas me derrotando
A cada querer sumido
Que volta - revolta
A anestésica fera dos olhos
Teus conselhos clamando.

Sou um número tal pelas ruas
Semblante maldito na crua
Pureza de tê-la senhora
Nesta amarga hora em prece
Por ser teu corpo meu reduto
Tal a árvore do fruto
Que de folhas um agasalho tece.

Na sentença ultriz de ir avante
Meu olhar se espraia distante
Do pouco carinho que te fiz
Pelo teu, nego as coisas vis
E entendo à crescença impura
Meu esquecer da tristeza em cura
Que um lembrar, menino, saudoso quis.



(rehgge, sccsul - 1998)



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