TODO AMOR QUE NÃO EXPLICO





O amor é o sangue fervente,
Mas o 'amor sublime'
Só se acha
Meio ao desamor infindo
 Meio à soledade carente.



Amor
É olhar que se namora
Antes do toque de luz
Que o peito acende.



Amor,
O que é o amor,
Senão à espera do corpo ausente
Semeado no ventre?



Por que falar de amor,
Se efêmero é 
Se o tempo o leva
Sem regra no experimento
Se se diminui e se aumenta
No convívio gravitante
No entorno do epicentro
Ao ímã do inato sentimento?
... 
Se nem divido todo o meu
A todos
A cada situação
De tudo que dele nos afugenta
Se nos deixa, às vezes, vazios
E tolerantes
Nos fiamos no fragmento
Como se tocados pela água benta
Qual gotículas milagrosas
A amansarem o corpo demente
Até esquecer-se de seu ferimento


Amor.
Amor é pra se esquecer.
Fazer da ira, entendimento...
Então, ele vira paz,
Do alicerce nasce a obra
A agonia jaz
E se refaz em vidas restantes,
Daí o amor se desdobra
E o verbo amar tem suas variantes...



Mas, o que quero
É entender o amor,
Não o subjetivo
Nem o explicativo,
Sentir-me em jejum
Quero sua essência
Sem pensar no limite de cada um.



O que quero
Não tem explicação.
Sou rude, sou inábil;
Mas o bebê bastardo
Dum flerte de emoção
Que é de minha amada
Junto com nosso filho
Os seios dela suga
Não hei de dá-lo à perdição
E sinto os dois
De meu sêmen
Sementes de mim
Sem mais nem por quê

Quem mais pode sentir isso
A não ser você? 


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Companheiros de Estrada & Amigos