quarta-feira, 25 de junho de 2014

no teu corpo é que eu existo













ver-te nas dunas de vestido branco
abraçar teus olhos em mim
sentir a brisa
que me traz este afã
no gestual do teu sim

ver-te nos cristais espelhados
das ondas insones
num poema que é o mar
escrito nas areias
que não há de se apagar

alisar teus cachos
sermos pedras rolantes na praia
que se espraia no horizonte clean

saciarmos a bandida  carência
se ora te lembro
com frequência
assim assim curumim
...

neste pranto que me verte
de amor tanto  querer-te
na sensação gostosa
de cá ter a flor mais formosa
do campo chegar-me
no olor de teu corpo alecrim

e ver-te e rever-te
sem jamais  me cansar
deste encanto que me ocorre enfim



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