quinta-feira, 4 de setembro de 2014

apontamentos numa noite quase neutra






Nunca me senti poeta
De experimentos me criei

Poeta é fruto de sabor desconhecido
Que por aí tentam explicar

O que há é filosofia & teoria
E o achismo do que se  parece com...

Os frutos poéticos são intimistas
Só o criador sabe do seu sabor:

...
puro dom 
desafeto de qualquer revelação...


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oh! Deus!


Na cidade dos diabos
                                    - Comemoração –
Logo após
Os anjos cínicos
Viram as bundas para o céu



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Mario  Quintana

“Já não posso fazer poemas
Nem corrigir suas arestas

Apenas sobrevoo
Sobre telhados de casas funestas
Donde saem versos antológicos
- os maiores –
Dum olho ou duns olhos
Que espia ou espiam
Em silêncio pelas frestas".


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Manuel Bandeira

"A linguagem coloquial
Por vezes
Impus nos meus versos quebrados
Mas morri num poema inédito
Erudito
Escrito num papelzinho
Dobrado em minha carteira

Sempre fui libertino
Resguardei a língua
Pra não dizer besteira

Poema é a valentia
a Arma -  o Elixir
Dos fracotes
Que põe os fortes em pinotes

São golpes de vida e morte
Ironia – Azar e Sorte
Destilados pelas estrofes

O posfácio do que vivi
Quem me leu
Escreveu que de mim ninguém se esqueceria

O que levei da vida
Foi tão-somente
A intransferível sabedoria"

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inclinação.

“Sempre fui ruim de matemática, mas aprendi a
contar sílabas poéticas.

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(Rehgge).



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