sexta-feira, 12 de setembro de 2014

canto a teu desamor por mim





me dá cãimbra nos dez dedos
na noite de desamores gelados
oro pelos vindos febris medos
suspirando todos teus agrados

morreste, sou dos enviuvados
da porta até infindos penedos
teu ser em sacos embrulhados
frio a rolar com seus mancedos

em minha fúria, meus enredos
de teus amores vis mascarados
camuflando-se pelos arvoredos

e meu cismar, de irônicos ledos
refrigera tantos tempos passados
tu! puta dos meus cantos calados!


***