domingo, 14 de setembro de 2014

horizonte de nuvens passadiças.


o sonho vem vai estilhaça
a luz vívida vem vai passa
fluente  querente  escassa
o olho sem graça embaça
em bis  em tris   num triz
eis que os passos derradeiros
à sombra mortal grassa
tal  perna de fumaça 
mansa ligeiramente fosca
simplesmente ultrapassa
as moscas as moscas as moscas
pousam pousam
os urubus sondam circulam
num balé aéreo
e no mistério
o sonho vem vai passa
um fôlego a mais jamais
o findo brilho rechaça
tudo vira  vira  vira
energia sem massa


***