soneto ao lapso amoroso






se o amor fosse um lapso pungente
onde andaria com toda mesquinharia
o deboche de quem o vive e não sente
que de sucessivos erros se precisaria

para catar ao vento o quê ausente
olhar ao longe onde ele, ele estaria
pra achá-lo no próprio peito carente
natimorto a feliz voz se encantaria

gota a gota paira o sentir crescente
oh, e em mil intervalos o ser se fiaria
a triscar o que consigo vive dormente

na vida há de se ter o ato presente
cultuar o distrair como sã sabedoria
fomentar o belo para que aumente



****








Companheiros de Estrada & Amigos