sábado, 20 de setembro de 2014

um poemeto a mim.








forasteiro entre conhecidos
sem laços de sangue

serei o homem que vê
prevê
...
cabeça duma gangue
que faz número por aqui

um revolto sem causa
que em tudo descrê

um estrangeiro quiçá
no beabá
da língua padronizada
?

o que sou
?
se não sou nada
apenas um que sobrevive
resumo
sumo 
dessa  gentarada



***