domingo, 5 de outubro de 2014

cadeia retroalimentar & afins.



o mosquito na teia
o bico bica a aranha
o homem abate o bico
o homem abate o homem

duas garças retilíneas
disputam um peixinho inexistente
no córrego poluído
cinza-chumbo
:
esgoto a céu aberto
margeado por dejetos de consumo

 um grafiteiro maluco
com seu jato de tinta
pixa a parede do monumento
com códigos borrados
sobre a bela pintura paisagesca
edênica
principiando a mágica criação


LIBERDADE
ampla
geral
irrestrita

ó
meu Deus
quanto cérebro atrofiado
quanta involução


um bico na natureza
a mão devastadora
tudo caminha sem coordenação motora






***