sábado, 4 de outubro de 2014

por que olho as ondas se não vens









quão belos são os navios a aportarem
sem que eu saiba de onde vêm

quão belos são meus cantares
de nauta errante ao além

no vaivém de meus sonhares
viajantes à procura de alguém

que me traga suas alegrias e penares
sem despedidas que me façam ninguém

à espera do regresso de novos olhares
a tantos mares que levaram meu bem




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