domingo, 30 de abril de 2017

apontamentos de viagem 1




Nada é em vão. Nem mesmo a folha à flor d'água levada
pela corrente do rio. Sobre ela alguns insetos vivem sua epopeia.

(Rehgge)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Todas as cores dum horizonte imaginário.




Tentei te pôr num poema
As palavras fugiram
De mim senti pena
A página ficou em branco
Restou-me
Uma lembrança passadiça
Contida em meu pranto
Uma paleta de cores invisíveis
Em que crio frases sem nexo
A se dissiparem
Quando fecho os olhos
E repenso complexo
Quão pra mim és a mais bela
Se nosso amor é como o vento
O pensamento
Perpassando a mental cela
Tocando-me nesta vida extrema
Para além da mesma janela
Numa cotidiana cena
...
Concluo
Teu corpo dá corpo e cor
Teu corpo é o próprio poema.

(Rehgge, hoje)

domingo, 16 de abril de 2017

Tipo eu.


Gosto de gente simples, que não foge das suas raízes, nem se ostenta com o suor e trabalho de outrem, e fica contente com quase nada.


***

farinha do mesmo saco!



A diferença entre um ladrão politico e um religioso, é que o politico quer seu voto para roubar; o religioso rouba através do voto. Ambos querem prosperidade e poder. Tudo em nome da fé. A fé que se deposita no político como um semideus; a fé que se deposita no religioso como extensão do Filho unigênito que liberta, pasmem!, através de suas oratórias, etc. 



***

Minha poesia.





Minha poesia vem do cortiço, da favela, do submundo das ruas escuras com seus bares e inferninhos. Minha poesia vem também de Pessoa, Quintana, Bandeira... e dos livros que nunca li, pois os mesmos cultuam um mundo inacessível no meu  imaginário já sem tempo para reflexões na pressa de viver. 


***

Poema escrito há 8 séculos




"Morri mineral e tornei-me vegetal.
Morri planta e tornei-me animal.
Morri animal e tornei-me homem.
Morrerei como homem para elevar-me com os anjos abençoados.
E mesmo de anjo terei de passar;
e quando tiver sacrificado minha alma de anjo,
tornar-me-ei algo que nenhuma mente jamais concebeu."

Poeta persa.
Maulana Jalalal-Din Muhammad Balkhi
(1207, a.D.)

Poema escrito  há de 8 séculos


***