Eu -- por mim mesmo --por aqui divago a esmo.
Na voz do Chico quero meus antipoemas
com frases amenas puras e sem cabresto
escrevo com sangue à beira dos sistemas
anteparos de ser o maior num simples texto
Sem pretexto no contexto de vis Helenas
se as invento pueris em rock loque bissexto
que nas estradas se fodeu por ser mecenas
em gueto-cortiço num esplendor bajesto
Do zinco zincado ao léu entre todas antenas
bailarinas paradas de arranhas-céus no esto
onde a dua visão me fere com seus dilemas
Se tiro sorte de sul/norte a mãos pequenas
e vou sem rumo livre de nariz assesto
a neo plagas escritas bravias, serenas.
nota:
Chico: um personagem andarilho que incorporo
***
2 POEMAS.
poesia in-natura.
quero fazer um poema que fale em replantar árvores
para acolher as aves em extinção
que diga à figura humana que
ao lê-lo
não faça oposição nem ignore-o
como um copo de água límpida que se atira no chão
quero fazer um poema que fale do ecossistema
ser o gene da evolução
mesmo que seja esquecido no desejo parido
de tanta involução
quero fazer um poema verdejante/anilado
pra todas as bandeiras
de norte a sul num recado
contagiar mentes negreiras
na tela branca da aquarela mundi
que de lágrimas tenho esboçado
***
bonecos.
freda tinha o boneco
guido era ventríloquo
famintos e sem grana
na praça se encontraram
um plá e combinaram
fizeram uma pequena apresentação
uns trocados arrumaram
mataram a fome
freda foi pra cidade
guido pro sertão
saudades...
sempre voltam à praça
o ponto de partida
do interesse mútuo
onde um pelo outro
sentiu gratidão
ambos se procuram
pra revelarem
o desejo que se perde
como passos na multidão
sem falsa autodublagem
a grande frase que faltou
na encenação do show
já que na distância descobriram
tarde demais
que seus dirfarces eram reais
que o amor é bobo
engraçado
e o que une os casais
é o medo da separação
é a voz falsa
que engana o coração
é o maldito 'se'
se se tivesse
no ato
se revelado na graça
de um olhar que se apaga
se a boca diz 'não'
Chico: um personagem andarilho que incorporo
***
2 POEMAS.
poesia in-natura.
quero fazer um poema que fale em replantar árvores
para acolher as aves em extinção
que diga à figura humana que
ao lê-lo
não faça oposição nem ignore-o
como um copo de água límpida que se atira no chão
quero fazer um poema que fale do ecossistema
ser o gene da evolução
mesmo que seja esquecido no desejo parido
de tanta involução
quero fazer um poema verdejante/anilado
pra todas as bandeiras
de norte a sul num recado
contagiar mentes negreiras
na tela branca da aquarela mundi
que de lágrimas tenho esboçado
***
bonecos.
freda tinha o boneco
guido era ventríloquo
famintos e sem grana
na praça se encontraram
um plá e combinaram
fizeram uma pequena apresentação
uns trocados arrumaram
mataram a fome
freda foi pra cidade
guido pro sertão
saudades...
sempre voltam à praça
o ponto de partida
do interesse mútuo
onde um pelo outro
sentiu gratidão
ambos se procuram
pra revelarem
o desejo que se perde
como passos na multidão
sem falsa autodublagem
a grande frase que faltou
na encenação do show
já que na distância descobriram
tarde demais
que seus dirfarces eram reais
que o amor é bobo
engraçado
e o que une os casais
é o medo da separação
é a voz falsa
que engana o coração
é o maldito 'se'
se se tivesse
no ato
se revelado na graça
de um olhar que se apaga
se a boca diz 'não'
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opinião
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.