Eis um homem
Serram-lhe as mãos
De tchau ao sistema
Arrancam-lhe os braços
Serram-lhe as pernas
Da fuga em disparada
Não possui mais os membros
Mas ainda é um homem
Sua língua está afiada
E, ainda
Decapitam-no
Incineram seus livros memoriais:
Nasce a lenda
Investigam:
Nasce a história
Do animal desgarrado
Manso
Xucro à vida de gado
Eis seus rebanhos
Nobres senhores
Armaram rede de malha fina
Anarquistas são peixões
Raros em rios poluídos
Mas, adaptam-se...
(1998)
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