quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ora, ora..




ora
como sou pobre de espírito!
vago funesto olhando pro chão

o cego
na sua escuridão
olha às alturas
desnota minha aflição

ora, ora
mísero sou!
depois de tantas alegrias
cegar-se-me
foi o que restou



***