quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ainda sem título (sem inspiração)





Ainda sem título (sem inspiração)



Sem estro não há verso que o coração palpite
E reivento frases, básicas, mau escritas
E rabisco, rabisco palavras no papel perdidas
A zanzar até o verso, do verso meu limite.

Revoltado estou no meu zero poemar agora
Que de nada me presta o belo buscar
Nem de improviso, por isso não me espere aurora
Se nem o feio do feio quebra o lacre deste idear.

Até quando fugirás se já foges em segundos
Em íntimas contendas vãs, tais dois mundos
Velhos, lutando, em desrespeito às minhas cãs.

E se já não me tens mas roubas meu pensar,
E se não tenho a ti para hoje lapidar, amiga,
Não me desdiga nunca onde te encontrar.



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