Da série 'Proesias Absurdas do Novo Milênio' - 2



Da série 'Proesias Absurdas do Novo Milênio' - 2
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drama surreal.

na hora do adeus
ele chorou
ele esperneou
ele se mutilou
ele se ajoelhou.

rachou a cabeça na parede
e caiu desacordado.

aí o diretor da peça
mandou um e-mail aos patrocinadores
dizendo que ia ter que substituir o ator,
de novo!

e a temporada estava apenas começando...

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o palhaço mágico.

na praça:
-- crianças, atenção!

um coelho sai da cartola.
zumpt! do nada, palct!
um buquê de rosas coloridas de seda.

e as crianças se divertiam.
que beleza!

de repente surge a imagem de nossa senhora aparecida,
sem tela! sem foco! sem luz! sem nada! no ar!

todos aplaudiram, menos ele
que não entendeu nada.
todos voltaram a atenção à imagem refletida,
suspensa no ar.
e o deixaram de lado.

pegou seus apetrechos e foi a igreja defronte da praça.
lá, as estátuas e pinturas de anjos e arcanjos foram
trocadas por telões de alta definição em 3D e,
em cada cadeira, havia um óculos e um fone de ouvido
para o fiel se comunicar com deus e seus intercessores.

-- mágica? -- disse a si mesmo.

e ali fez alguns truques para sentir-se no mundo real, afinal,
tinha que mudar de profissão, ou investir em tecnologia
pra fazer sorrir, iludir crianças de sonhos virtuais.

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quadrinha.

um homem foi ferido no peito
nunca mais voltou a batalha,
comprou uma mulher inflável
que lhe dá amor e não falha.

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pós-humano?

morreu de rir.
um enfarte fulminante.
se soubesse que ia morrer
teria feito o implante.

a loja tá anunciando
um recall num instante
de protótipo falante.

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laços de sangue.

fazia tudo ao contrário
da avó que detestava.

a avó morrera virgem
se gabava de não ter sido tocada.
quando a neta soube
gabou-se de ser estrupada
por um velho à custa de viagra.

ela não sabia que sua mãe
era  filha adotada.

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rehgge.
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