vestir-me de cambraia
seguir pela praia
raia de meu desejo
surfar em águas vivas
viver eu preciso
anunciar não sei onde
onde se esconde
a razão do sorriso
no improviso
de ter uma mala cheia
de pensares vãos
flutuantes
ondinhas penteando a areia
fazendo-me regressar
como cão sem lar
muito antes
do ocaso em mim
numa balada triste
um dedo em riste
meu vaivém afaga
meu vaivém afaga
minha fuga enfim
pra qualquer lugar
onde ainda exista
o azul infindo
da ilusão do mar
***
o azul infindo
da ilusão do mar
***