sábado, 5 de março de 2011

de repente 2 poemas!





debaixo de um chã limite
resiste a sementinha
na vida assim germinar

menino com a voz rouca
para
pensa em voar
dar as caras a novos horizontes
à vida tão pouca
seu ciclo festejar

se assemelha a uma plantinha
que logo sombra vai dar

porque ele cresce tão de repente
que sua semente
deixa de notar
sobre o o chã limite
quando só resta-lhe o palpite
de tantas coisas
que inda verá brotar



***


quando no céu sereno
pros anjos digo amém
lá se vai meu desejo
de uma vida além

revejo meus conceitos
corro deles a mais de cem
lá no morro passa uma caravana
que me levará à paz
a paz que está com ninguém

só me resta num segundo
ver um mundo morimbundo
e ir-me sonhador


sem olhar pra trás
pois em mim jaz
meu eu iracundo
descabível
em malas e malas
que seguindo minha visão
deixarei pelo caminho...


***