O cavalheiro traz consigo o seu moço
Rodam e rondam o mundo
Sempre com a corda no pescoço
Sentem a incontida dor da ferida
Regada a vinagre e sal grosso
Eles pecam na carne
Famintos, só roem o osso
***
Num clique se pode parar o trânsito
Noutro se pode lançar um míssil
Para assombro dos apaziguados
Os ficcionistas & afins
Num segundo
Constroem & desconstroem
Em seus interiores
A paz virtual pela guerra
Ou vice-versa
Num clique eu posso virar a página
Criar um paraíso interdependente
Como resposta ilusória
À dualidade que em mim reside
Penso
Mereço esta realidade
Ou
Esta realidade não me merece
Não sei
Sei que há mais hipocrisia em mim
Por pensar que eu não morreria
Nem pela paz nem pela guerra
Nem pela ficção usual de sobrevivência
E fim
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