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3 poemas repentinos.





Eu cruzava a ponte
Com um enorme peso
Mas ninguém me via
Nem sequer imaginavam
Os que a descruzavam
Como era quente minh'alma fria


***


Desproposita errância
De minhas fases e níveis
Transitória ganância
A  sonhos impossíveis
Desde a  infância

Nem percebi
Distraído que sou
Que meu tempo voou

Errante e amante
Nem sequer colhi
O sumo direcional
Que alguém semeou

Até hoje procuro me encontrar


***


Sempre me senti só
Procurando achar-me
Dentro da solidão imposta

Já não me apraz o convívio social
Nem mesmo o familiar e o amical

O que me move
É a fé silenciosa que persigo
Mas nunca se fez real
Pois até dela
Por ser só
Não meço esforços pra esquecê-la




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