pelos campos de lisboa






eu quis o amor pelos campos de lisboa
e o viço jovial que emerge das floras

eu quis colher uvas verdes temporãs
com meu amor nos campos de lisboa

eu quis fugir dos leviatãs
e ouvir o findo toque do sino que toa
ao orvalhar das belas manhãs
saltitando pelos verdes campos de lisboa

eu quis colher avermelhadas amoras
vendo a criançada indo às escolas
num lindo canto de lisboa

eu quis voltar no tempo
dos matagais surtidos de toras
retornar às sendas dos vinhedos
sem nunca precisar as horas

tomara minha lembrança
que me vem como água nos rochedos
ser meu ato de pujança
sem jamais perecer
por liberar ingênuo meus medos

eu quis o amor pelos campos de lisboa
eu quis colher uvas temporãs
com meu amor nos cantos de lisboa
tão à toa que nem me dei conta
do maldito tempo que voa



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Companheiros de Estrada & Amigos