a um triz da fuga.





sou o sísifo quase perfeito
se não fosse gente
o próprio mito
vulgar rotineiro

sou o mamífero perseguido
pelo navio baleeiro
de janeiro a janeiro

como se a vida fosse meu castigo
à fuga do arpão certeiro

minto
condenado estou
se não matar sísifo primeiro
mergulhar em águas profundas
ficar até o último suspiro
vendo o navio passar


***

Companheiros de Estrada & Amigos