domingo, 12 de outubro de 2014

rosa amarela.





ainda aguardas

o orvalho nas madrugadas febris

e se agitas

em espiadelas janelas ao céu

a buscar-me sabe-se lá onde

em frases a si mesma gentis



guardastes contigo

o olhar profundo

este que te envio doravante

daqui de ti distante

que ao tentar achá-la

um dia perdi-me em mim

pra começar a viver


induvidoso quero apagar

os vultos em minha entranha

duma simbólica rosa amarela

se daqui desta janela me assanha

a imprevisível fuga silenciosa

do incontido desejo

que longe vai te ofertar

todas que te prometi



pra simplesmente rever

no teu roseado semblante

mais que um inocente ato

mais que um impulso amante

mais que a rosa em si



***