terça-feira, 28 de abril de 2015

círculo viciante de minhas pegadas.






dando voltas no tonel
de uma torneira
meu ponto de  embriaguez
olho de mansinho à distância
e cerro  os olhos no que já percorri

a vida é-me bandida
e em momentos de lucidez
vejo-te por aqui

meus giros
são movimentos repetitivos
 meus gritos embargados
só os espíritos ouvem

apenas já não sei chorar
o que passou
choro pela mesmice de meus pensares
chora tudo ao meu redor
a única alegria que em mim persiste
é a de um dia esbarrar em ti
e a força de teu amor
resgatar-me para fora do círculo
e levar-me a mundos dormentes
de vívidas alegrias
que 
depois de ti
tão longe se tornaram daqui.



***