segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ainda é tempo de viver.





foi, foi, foi
das brasas às cinzas
o resquício de mim

e o vento
levou, levou, levou
meus sonhos contigo

não há mais chamas
nem mais me chamas

teu sorriso
foi, foi, foi
e o vento cessou
ao deixar claras lembranças
tão distantes de mim

onde estaremos
se perdermos os laços
e
em outros braços
lembrarmos
o que sobrou

gritos silenciosos
separam palavras
todas me fogem
como setas sem direção

vamos viver das sobras
ora diremos
nosso amor passou
foi, foi, foi
num passe de mágica
o vento
levou, levou, levou

uma gota  de esperança
uma lágrima descendo à face
seguindo vou

o que será de nós
hoje e após
curarmos as feridas
nas largas avenidas
do tempo decrescente
se no amor
cada passo à frente
qualquer pífia fantasia
vai calejando a gente

(memórias perdidas
no baú da vida
impossíveis de se reviver)
...
..
.

um canto:

foi, foi , foi
e o vento
levou, levou, levou

chorar, chorar, chorar
pelo que será
pelo que passou







***