terça-feira, 30 de março de 2010

poemas esporádicos ou acidentais.

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o aceno.

teu corpo foge-me na curva
num segundo teu adeus
em minha retina
do sonho me despertou,
já sem forças pra alcançá-la
na estrada
da saudade que ficou





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um adeus retornante.

vou- me embora deste lugar
de solidão e gente à toa

dou de ombros se o sino toa
acordado desperto
e nem sei ao certo
se sou a estátua alada
o pássaro que revoa
no cubículo existencial
barrando minha pessoa.





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a um passo do paraíso


à frente de meus olhos
há meu ocaso e o Sol
atrás, o oco do negror





sou alguém sem rosto





há um vácuo indizível
sem dia e sem noite





uma infinda mancha
onde meu corpo levita
como negativo duma foto
tatuada dentro de mim





sinto sua solidez
revelar
que não foi dessa vez
que fechei os olhos pra sempre



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oxigênio vital.





oh!
minh'alma sofrida
esquinas por que passei
de ti, VIDA, não desisto
até aqui insisto
resisto a dor mais doída
já de ti preciso
já de ti precisei





das cinzas antigas
faço visão colorida
novo sopro de vida
neste intervalo
assim falo
o futuro não meço
assim renasço
assim recomeço



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