quinta-feira, 6 de maio de 2010

um país de todos.




meu sinhô
venho te pedir
aponte com o dedo
qual direção devo seguir

já nasci sem pai
de um pai do mundo
que passou por lá
lá no paraguai

cá na sulamé,rica
quimé,rica
vivo a pedir

uma pátria
uma estrada
qualquer lugar
pra eu fugir

sem passaporte
sem norte

ó meu sinhô
aponte o dedo
não me despeça
me chame pra vir

sua casa é grande
tem cômodo vazio

sinhô
sou mestiço faladô
sonhadô sim sinhô
cabe eu no seu brasil



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