sábado, 20 de setembro de 2014

a garrafa azul.





borrifou veneno na planta
e sorriu

precisava matar o verde

assim matava
assim via
assim era sua ideologia

um dia no deserto
sedento
sem água pra beber
bebeu a química da garrafa

viu o céu azul
o  refletir do vidro eterno
em flashes mortais

um escorpião entre os olhos
o oásis à sua frente


***