SENTIDO(S) DA VIDA



NASÇO:
o limite humano minha visão
supera a gana da fera carniceira
e o abutreiro na floresta
onde sou o supremo
e o desenrolar pacífico espero.

MORRO:
noutro lado
tantas plumas assoviando
dando-me a inexpressão inteligente
- paradoxos presentes -
com as que caem abatidas
diferente das sementes
que morrem para a vida
morrem pra ser a comida
da instintiva que predando
pelo nada fez-se ausente.

Então:
perco o sentido da vida
à margem de um rio
que muda seu trajeto
fazendo com que meu pensar
avoador e emplumado  o siga.



(rehgge, 1980)



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