quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Um fio de água límpida.







Um fio de água límpida - cercado de lixo por
todos os lados - corta o Vale Verde.

Penso em construir um muro desde a sua
nascente - e isolá-lo.

Penso em canalizá-lo.

Penso protegê-lo das enxurradas que deixam
um rastro de consumismo nas bibocas.

Mas... e se lá, lá na sua nascente, o lençol
freático estiver poluído?... o que farei senão
apenas imaginar que um fio de água límpida
corre no Vale?

Até quando a fuligem cobrirá o Vale e o
Fio d'Água?

Num ato instintivo penso em demolir as
chaminés que acinzentam o Vale Verde.

Até quando tudo vai poluir meu manancial
inato de límpida criação?...
até eu mais não ser, talvez...


***