quinta-feira, 16 de outubro de 2014

velha estação ferroviária.







gente estranha
lugar mágico
indo e vindo
suas vozes
perdidas emudecidas
&
ensurdecidas
pelo som
de comboios
pouco velozes


miram sóis
estrelas 
(seus olhares)
sob o galpão ferroso
de luminárias
pingos de luares

fantasmas misturam-se
a sinas feridas
lembranças
& despedidas
,
pra uns 
a solução
uma nova vida
futuro contorno
,
pra outros 
rua sem saída
fugas alucinadas
a destinos distantes
às vezes sem retorno

se eu um dia
me perder 
feito cão sem-dono
procurem-me numa
estação de trem
,
entre tantos ali
também sou ninguém
à espera dum novo destino




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